Guia Completo atualizado + apoio MF Casas de Madeira
Construir uma casa de madeira em Portugal em 2025 é perfeitamente legal, seguro e enquadrado na lei — desde que o processo seja feito como uma construção permanente licenciada, tal como qualquer moradia tradicional. A diferença não está no material: está no cumprimento das regras.
Este guia foi preparado para o blog da MF Casas de Madeira e está atualizado à legislação em vigor em 2025, com referências oficiais (DRE, DGT, ePortugal), para que qualquer cliente possa perceber, passo a passo, como legalizar a sua casa de madeira.
1. Enquadramento legal (2025): o que diz a lei sobre casas de madeira?
Em Portugal, uma casa de madeira destinada a habitação, ancorada ao solo, ligada a infraestruturas e utilizada de forma permanente é juridicamente tratada como edifício habitacional. Ou seja: aplica-se o mesmo quadro legal das moradias em alvenaria.
Principais diplomas a ter em conta:
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RJUE – Regime Jurídico da Urbanização e da Edificação
Decreto-Lei n.º 555/99, de 16 de dezembro, com sucessivas alterações, incluindo o Decreto-Lei n.º 10/2024 e normas complementares.Diário da República+2Diário da República+2
Define quando é obrigatório licenciamento, comunicação prévia, quem pode projetar, dirigir e fiscalizar obras, prazos, vistorias, etc. -
RGEU – Regulamento Geral das Edificações Urbanas
Aplica-se também à construção modular de carácter permanente, independentemente de ser em madeira, metálica ou pré-fabricada.Diário da República -
RJIGT – Regime Jurídico dos Instrumentos de Gestão Territorial
Decreto-Lei n.º 80/2015 e alterações (incluindo Decreto-Lei n.º 117/2024), que regulam PDM, planos municipais e classificação do solo (urbano / rústico).Diário da República+1 -
RAN – Reserva Agrícola Nacional
Decreto-Lei n.º 73/2009 e alterações: protege solos agrícolas; construção habitacional é, regra geral, muito limitada.Diário da República -
REN – Reserva Ecológica Nacional
Decreto-Lei n.º 166/2008 e alterações: restringe construções em áreas com sensibilidade ecológica.Diário da República+1 -
Desempenho energético dos edifícios
Decreto-Lei n.º 101-D/2020 (SCE) – aplicável também a casas de madeira permanentes.Diário da República
👉 Conclusão-chave: Se é uma moradia fixa, para habitação, é casa “a sério” aos olhos da lei. Precisa de projeto, controlo prévio municipal e licença de utilização — seja em betão, tijolo ou madeira.
2. Casas de madeira vs “módulos amovíveis”: onde está a linha?
Há muita desinformação no mercado, por isso vamos esclarecer:
Exigem licenciamento como edifício habitacional (regra geral) quando:
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São ancoradas ao solo (laje, sapatas, vigas, estacas, etc.);
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Têm utilização permanente (habitação própria, AL, arrendamento, etc.);
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Têm ligações estáveis a água, eletricidade, saneamento ou fossas;
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Integram-se na volumetria e uso previstos para o terreno.
Podem, em alguns casos, ter enquadramento diferente estruturas realmente temporárias, desmontáveis, sem fundações permanentes, associadas a apoio agrícola ou turístico específico — mas nunca se deve assumir dispensa de licenciamento sem parecer técnico e validação camarária. O risco de embargo e demolição é real.
A MF Casas de Madeira posiciona-se claramente no lado seguro:
projeta e constrói casas de madeira certificadas, dimensionadas como edifícios permanentes, preparadas para cumprir o RJUE, RGEU, requisitos energéticos e normas técnicas aplicáveis.
3. Onde posso construir uma casa de madeira? (solo urbano, rústico, RAN, REN)
Tudo começa na classificação do terreno no PDM do município.
3.1 Solo urbano
É aqui que o licenciamento é, em regra, mais direto.
Se o terreno está em solo urbano ou em solo urbanizável conforme o PDM, e o uso habitacional é permitido:
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Pode, em princípio, construir uma casa de madeira licenciada;
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Desde que cumpra índices urbanísticos (implantação, cércea, afastamentos, etc.);
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O processo é semelhante ao de uma moradia tradicional.
3.2 Solo rústico
No solo rústico, a construção é muito mais limitada.
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Só é possível construir se o PDM ou regulamentos específicos o permitirem (ex.: habitação associada a exploração agrícola, equipamentos, turismo em espaço rural, etc.).
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Mesmo nesses casos, podem exigir:
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Prova de ligação à atividade agrícola;
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Respeito por condicionantes (faixas de proteção, caminhos, linhas de água, etc.).
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3.3 Terrenos em RAN e REN
Se o terreno está em RAN ou REN, as restrições são ainda mais fortes:
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RAN: construção habitacional só em exceções muito específicas ligadas à atividade agrícola.Diário da República+1
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REN: protege leitos de cheia, encostas sensíveis, zonas costeiras, etc., com forte limitação à construção.Diário da República+1
Casa de madeira ≠ “forma de fugir à lei”. É falsa a ideia de que por ser madeira deixa de precisar de licenças em solo rústico. Se alguém lhe promete isso, desconfie.
Ferramentas úteis para verificar o enquadramento do terreno:
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Sistema Nacional de Informação Territorial (SNIT) da Direção-Geral do Território – consulta de PDM e condicionantes.
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Planta de localização oficial disponibilizada pela DGT para instrução do processo. dgterritorio.gov.pt+1
4. Passo a passo do licenciamento de uma casa de madeira (2025)
Aqui está o fluxo típico que a MF Casas de Madeira recomenda e acompanha:
4.1. Análise prévia do terreno
Antes de escolher o modelo da casa:
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Obter:
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Caderneta predial;
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Certidão do registo predial;
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Coordenadas / localização exata.
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Verificar no PDM:
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Tipo de solo (urbano / rústico);
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Índices de construção;
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Alinhamentos, afastamentos, áreas máximas.
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Confirmar se há RAN, REN, domínio hídrico ou outras servidões.
A MF Casas de Madeira pode articular esta análise através do seu gabinete de arquitetura, reduzindo riscos e perdas de tempo.
👉 Arquitetura e Licenciamentos – MF Casas de Madeira
4.2. Pedido de Informação Prévia (PIP) – recomendado
O PIP (quando aplicável segundo o RJUE) permite obter da Câmara uma decisão sobre:
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Se é possível construir naquele terreno;
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Com que implantação, volumetria, cércea e uso.
Não substitui a licença, mas dá segurança jurídica antes de investir nos projetos.
4.3. Projeto de arquitetura
Elaborado por arquiteto inscrito na Ordem dos Arquitetos, respeitando:
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Normas urbanísticas municipais;
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RGEU;
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Acessibilidades, segurança, salubridade;
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Integração do sistema construtivo em madeira.
Na MF Casas de Madeira, o projeto é adaptado ao sistema construtivo próprio (pinho nórdico certificado, paredes técnicas, isolamento, cobertura, etc.), garantindo compatibilidade entre estética, estrutura e exigências legais.
👉 Sistema construtivo MF Casas de Madeira
4.4. Projetos de especialidades
Consoante o caso, incluem:
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Estabilidade / estruturas;
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Térmico e eficiência energética (SCE);
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Águas e esgotos;
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Eletricidade e telecomunicações;
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Comportamento ao fogo / segurança contra incêndio;
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Acessibilidades, se aplicável.
Tudo submetido de acordo com os elementos definidos na Portaria n.º 71-A/2024, que atualiza os elementos instrutórios previstos no RJUE. Diário da República
4.5. Licenciamento ou comunicação prévia
Consoante enquadramento no RJUE, o processo segue como:
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Pedido de licença de construção, ou
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Comunicação prévia, quando aplicável.
A MF Casas de Madeira pode preparar e submeter todo o processo técnico em articulação com o cliente e o município.
4.6. Execução da obra
Durante a construção:
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Dono de obra deve garantir:
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Direção técnica e fiscalização, quando exigido pela lei;
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Cumprimento do projeto aprovado;
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Empreiteiro habilitado.
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A MF Casas de Madeira trabalha com equipas especializadas na montagem de casas de madeira, alinhadas com os projetos aprovados.
👉 Montagem das Casas MF
4.7. Licença de utilização / autorização de utilização
No final:
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Pedido de licença/autorização de utilização à Câmara;
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Vistoria (quando aplicável) para confirmar:
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Conformidade com o projeto;
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Segurança;
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Infraestruturas executadas;
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Emissão do título que confirma que a casa é legal e habitável.
5. Documentos essenciais para o licenciamento
Lista prática (pode variar por município, mas em 2025 é geralmente exigido):
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Identificação do proprietário;
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Certidão permanente do registo predial;
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Caderneta predial atualizada;
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Planta de localização e extracto do PDM;
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Levantamento topográfico (quando necessário);
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Projeto de arquitetura (memória descritiva + peças desenhadas);
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Projetos de especialidades;
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Fichas de materiais e sistema construtivo;
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Comprovativos de taxas pagas;
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Eventuais pareceres (RAN, REN, outras entidades).
Guia útil: muitos municípios aceitam/submetem estes processos por via digital, seguindo o RJUE atualizado e a Portaria 71-A/2024.
6. O papel da MF Casas de Madeira no licenciamento
Optar pela MF Casas de Madeira significa trabalhar com uma empresa que:
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Tem gabinete de arquitetura próprio para tratar de:
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Estudo de viabilidade;
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PIP;
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Projetos completos;
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Acompanhamento junto da Câmara Municipal.
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Utiliza madeira de pinho nórdico certificado, com sistemas construtivos pensados para cumprir requisitos térmicos, estruturais e de durabilidade.
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Fornece soluções que facilitam o licenciamento:
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Modelos de casas otimizados para enquadramento urbanístico;
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Documentação técnica organizada;
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Apoio em todo o processo até à licença de utilização.
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Ligações internas recomendadas no artigo:
7. Perguntas Frequentes
1. É obrigatório licenciar uma casa de madeira em Portugal?
Sim. Sempre que se trate de uma construção fixa, para habitação permanente ou turística, com fundações e ligações a infraestruturas, a casa de madeira é considerada um edifício e está sujeita ao RJUE, tal como qualquer moradia tradicional. A ausência de licenciamento pode levar a autos de embargo, coimas e ordem de demolição.
2. Posso construir uma casa de madeira em solo rústico?
Depende do PDM e das condicionantes do terreno. Em regra, a habitação isolada em solo rústico é muito limitada e pode ser inviável, especialmente em áreas RAN ou REN. É essencial analisar tecnicamente o terreno antes de comprar ou construir. A MF Casas de Madeira ajuda a fazer essa avaliação com base na legislação e planos em vigor.
3. Uma casa de madeira licenciada tem o mesmo valor e segurança jurídica que uma casa em alvenaria?
Sim. Uma casa de madeira devidamente licenciada, com projeto, especialidades, cumprimento do RGEU e licença de utilização, tem plena validade jurídica, pode ser hipotecada, vendida, herdada e segurada como qualquer outra. A diferença está no sistema construtivo, não na segurança legal.
4. A MF Casas de Madeira trata do processo de licenciamento?
Sim. A MF Casas de Madeira dispõe de gabinete de arquitetura e equipa técnica que pode acompanhar todas as fases: análise do terreno, PIP (quando aplicável), projeto de arquitetura, especialidades, submissão à Câmara e apoio até à emissão da licença de utilização, simplificando o processo para o cliente.
8. Porque este tema é crítico em 2025
Com as alterações recentes ao RJUE, ao regime dos instrumentos de gestão territorial e às políticas de habitação, há:
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Maior foco na legalidade e controlo das operações urbanísticas;
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Ferramentas digitais que permitem cruzar rapidamente informação sobre terrenos;
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Menor tolerância para construções “informais” em solo rústico ou sensível.Diário da República+2Diário da República+2
Por isso, construir com uma empresa que assume o licenciamento como parte do processo é mais importante do que nunca.