Vídeo 1 — O camião-grua descarrega, pacote a pacote, a casa inteira. Legendas em português.
Vídeo 2 — As paredes em toros maciços a subir sobre a plataforma de vigas.
Vídeo 3 — Por dentro: isolamento do pavimento e tubagens já embutidas.
Um terreno de terra vermelha, um camião carregado de pinho nórdico e, algumas semanas depois, uma moradia térrea com alpendre, telhado de telha cerâmica e uma garagem com portão elétrico. Este artigo acompanha a montagem de uma casa de madeira MF do princípio ao fim — com as fotografias da obra, legenda a legenda, e com a explicação de cada camada que fica escondida atrás da madeira.
Quem está a pensar em construir uma casa de madeira em Portugal faz quase sempre as mesmas três perguntas: como é que a casa é montada?, o que é que está dentro da parede? e o que acontece depois de a equipa ir embora? Em vez de responder em abstrato, decidimos responder com uma obra real, fotografada pela própria equipa de montagem enquanto trabalhava. O cliente autorizou a partilha das imagens; por respeito à sua privacidade, não identificamos a localização exata nem o nome da família.
A obra em números
O que foi construído: moradia térrea T3 em toros maciços de pinho nórdico, com alpendre coberto a toda a frente, portadas de madeira e cobertura em telha cerâmica; garagem independente em madeira com portão seccionado elétrico.
Sistema construtivo: parede dupla MF — toros maciços estruturais no interior, 100 mm de isolamento contínuo, caixa de ar ventilada e forro exterior em pinho. Casa elevada sobre maciços de betão, sem contacto da madeira com o solo.
Fases documentadas: chegada do material, plataforma de vigas, paredes, cobertura, isolamento de paredes e pavimento, forro exterior, acabamentos interiores, garagem e portão elétrico.
Fase 1 — A casa chega num camião
Tudo começa com uma descarga. Uma casa de madeira MF é pré-fabricada: os toros são cortados, numerados e embalados na fábrica, e chegam ao terreno em pacotes protegidos com plástico preto. O camião-grua coloca cada pacote junto ao local de montagem, pela ordem em que vão ser precisos. É este trabalho de preparação que permite que, no dia seguinte, a equipa comece a montar sem esperar por nada.

Fase 2 — Uma plataforma de vigas que nunca toca o chão
Antes de qualquer parede, nasce a plataforma. Sobre maciços de betão alinhados a laser, a equipa monta uma grelha de vigas de madeira tratada em autoclave. A casa fica levantada do terreno, com um desvão ventilado por baixo — e é essa simples decisão que garante que a madeira estrutural nunca apanha a humidade do solo. Repare na terra vermelha e nas pedras calcárias à volta: é um terreno argiloso e pedregoso, muito comum em Portugal, e é exatamente por isso que a base ventilada faz tanta diferença.

Fase 3 — As paredes sobem, toro a toro
Esta é a fase mais rápida e mais espetacular. Os toros maciços de pinho nórdico — de 70 a 180 mm de espessura consoante o projeto — empilham-se na horizontal com encaixe macho-fêmea e são aparafusados entre si. Não usamos madeira colada: cada toro é uma peça inteira de madeira. Em poucos dias a planta da casa desenha-se no terreno, com os vãos de portas e janelas já abertos na posição certa. As divisórias interiores sobem ao mesmo tempo que as paredes exteriores e travam-se umas nas outras, o que dá à estrutura uma rigidez notável.


Fase 4 — A cobertura: ripado, membrana e telha cerâmica
Fechadas as paredes, a prioridade é pôr a casa a coberto. Sobre a estrutura da cobertura aplica-se uma membrana respirável de alta resistência — nesta obra, a membrana azul Strotex-Q Nextreme, da Foliarex — que impede a entrada de água e vento mas deixa a humidade interior escapar. Por cima, um duplo ripado de madeira cria a ventilação sob a telha e recebe a telha cerâmica. O resultado final é um telhado com o aspeto tradicional português e a durabilidade de uma cobertura ventilada.

Fase 5 — O que fica escondido: a parede dupla MF, camada a camada
Aqui está a parte que ninguém vê numa casa pronta e que faz toda a diferença no conforto e na conta da eletricidade. A parede MF é uma parede dupla: a estrutura em toros maciços fica do lado de dentro, do lado quente, e é protegida por cinco camadas até ao forro exterior. Nas fotografias seguintes vê-se exatamente este momento: a casa “vestida” com a membrana de estanquidade e os prumos verticais à espera do isolamento.


| # | Camada (do interior para o exterior) | Função |
|---|---|---|
| 1 | Toros maciços de pinho nórdico FSC, classe C24 (70–180 mm) | Estrutura portante e acabamento interior à vista |
| 2 | Membrana de estanquidade interna (película anti-gota) | Protege a madeira estrutural da humidade vinda do exterior |
| 3 | Prumos de madeira a 600 mm com placas de isolamento EPS de 100 mm | Isolamento térmico contínuo do rodapé ao beiral |
| 4 | Membrana de estanquidade externa (película anti-gota) | Barreira à chuva e ao vento; deixa sair a humidade interior |
| 5 | Caixa de ar ventilada com ripado vertical (30–40 mm) | O ar entra pela base e sai junto ao beiral: a parede seca sozinha |
| 6 | Forro exterior em tábuas de pinho nórdico macho-fêmea (20–22 mm) | Proteção do sol e da chuva; fácil de tratar e manter |
Quer ver cada camada em detalhe, com fotografias de uma obra demonstrativa? Preparámos uma página só sobre isso: demonstração da parede MF.
Fase 6 — Por dentro: isolamento do pavimento e instalações embutidas
Enquanto uma parte da equipa trabalha nas fachadas, outra está lá dentro. Entre as vigas do pavimento entram placas de isolamento cortadas à medida, e por cima delas correm as tubagens elétricas e de água, que ficam totalmente embutidas antes de o soalho ser colocado. Isto significa que, na casa acabada, não há calhas à vista nem cabos a atravessar paredes — e que o chão é tão isolado como as paredes e o teto.

Fase 7 — A casa ganha rosto: forro, portadas e alpendre
Com o isolamento fechado, chega o forro exterior em tábuas de pinho, fiada a fiada, de baixo para cima. É neste momento que a casa deixa de parecer um estaleiro e passa a parecer um lar. As portadas em madeira, as caleiras brancas, o beiral com as vigas à vista e o alpendre coberto a toda a frente dão-lhe o carácter de uma casa de campo portuguesa — mas com um desempenho térmico que uma casa de alvenaria tradicional dificilmente alcança.



Fase 8 — Lá dentro: vigas à vista e chão novo
O interior é onde a madeira maciça mostra o que vale. As paredes em toros ficam à vista, lixadas e tratadas; o teto é de vigas e forro de madeira; e o pavimento recebe um soalho flutuante de tom escuro que contrasta com a cor clara do pinho. Tomadas, interruptores e pontos de água já estão nos sítios definidos em projeto — tudo o que se vê nas fotografias anteriores embutido na parede e no pavimento aparece agora, limpo, no sítio certo.

E a garagem? Também em madeira, com portão elétrico
Ao lado da casa, a equipa montou uma garagem independente com o mesmo sistema de toros maciços e a mesma cobertura. O detalhe que mais chama a atenção é o portão seccionado elétrico: painéis isolados em branco, guias laterais em aço galvanizado, molas de torção e motor com comando à distância — exatamente o mesmo tipo de portão que se instala numa garagem de alvenaria. A estrutura em madeira recebe-o sem qualquer adaptação especial, com uma viga de lintel sobre o vão a fazer de padieira. Uma garagem de madeira pode ser um anexo, uma oficina, uma arrecadação ou um espaço para a bicicleta elétrica; e, ao contrário de um pré-fabricado metálico, mantém o interior fresco no verão.



Gostava de ver uma casa destas por dentro, sem compromisso?
A casa-modelo da MF está aberta na exposição do Alegro Sintra. Pode tocar na parede, abrir as portadas e perceber ao vivo a diferença de uma casa em toros maciços. Se preferir começar por números, o simulador dá-lhe uma estimativa em dois minutos.
Depois das chaves: o pós-venda que faz a diferença
Uma casa não acaba no dia em que a equipa arruma as ferramentas. A madeira maciça é um material vivo: no primeiro ano seca, assenta, abre pequenas fendas de secagem que são perfeitamente normais; as portas e janelas podem precisar de uma afinação; a velatura exterior precisa de ser renovada a cada poucos anos, sobretudo nas fachadas viradas a sul e a oeste. Quem compra uma casa de madeira merece saber isto antes — e merece ter alguém a quem ligar depois.
Foi por isso que a MF criou um serviço de pós-venda próprio, exclusivo para clientes com casa montada por nós. Não é um call center: é a mesma equipa técnica que conhece o seu projeto, o seu contrato e a sua obra. Assenta em três pilares:
Cada projeto tem garantia contratual escrita, com seguro de responsabilidade civil e marcação CE dos materiais e da estrutura. O que está coberto pela garantia não tem custo para o cliente.
Dizemos-lhe o que verificar, quando e como: folgas de portas e janelas no primeiro ano, caleiras antes do inverno, estado da velatura na primavera, renovação da proteção a cada 2 a 5 anos.
Um formulário com morada, contrato e fotografias chega diretamente à equipa. Muitos casos resolvem-se à distância; os restantes agrupam-se numa visita. Entradas de água têm sempre prioridade.
Na prática, isto significa coisas concretas: uma tomada sem corrente que se resolve ao telefone com uma fotografia do quadro; uma porta que roça e é afinada na mesma visita em que se substitui uma tábua de deck empenada; uma fenda na madeira que é avaliada pelas fotografias e, se for o caso, selada com vedante elástico — nunca com materiais rígidos. E significa também que, se quiser acrescentar uma balaustrada, uma pérgola ou renovar a velatura com a cor certa, tem quem o faça com produtos compatíveis e orçamento prévio.
Conheça o serviço completo, o calendário de manutenção recomendado e os casos mais frequentes na página do pós-venda MF. Já é cliente? Peça assistência em mfcasasdemadeira.pt/pos-venda.
Porque é que esta obra correu bem
- Tudo chegou de uma vezA casa inteira veio num único transporte, numerada e por ordem de montagem. Sem esperas por material, sem improvisos no terreno.
- A base estava preparadaOs maciços de betão foram verificados com o desenho técnico antes de a equipa chegar. É o passo que mais vezes atrasa uma obra quando é feito por terceiros — e que o nosso pós-venda ajuda a validar.
- A casa ficou a coberto cedoCobertura e membranas foram as prioridades logo a seguir às paredes. A chuva de um fim de tarde (veja a fotografia do céu escuro) não teve efeito nenhum.
- O isolamento é contínuoPavimento, paredes e cobertura isolados sem interrupções, com a estrutura do lado quente. É o que faz esta casa ser fresca em agosto e quente em janeiro.
- A equipa é a mesma do princípio ao fimQuem montou os toros montou também o portão da garagem e vai ser quem atende o telefone do pós-venda.
Perguntas frequentes sobre a montagem de uma casa de madeira
Quanto tempo demora a montar uma casa de madeira como esta?
Depende da área, da complexidade da cobertura e dos acabamentos contratados, mas a estrutura de uma moradia térrea em toros maciços fica fechada e a coberto em poucas semanas. O que mais pesa no prazo total é o que vem antes (projeto, licenciamento e fundações) e depois (instalações e acabamentos). A MF entrega um cronograma por escrito com o contrato.
A madeira não toca no chão? Porquê?
Não. A casa assenta numa plataforma de vigas tratadas sobre maciços de betão, com um desvão ventilado por baixo. É a melhor forma de garantir que a estrutura nunca apanha a humidade do solo e que o ar circula livremente, o que prolonga a vida da madeira por décadas.
O que há dentro de uma parede MF?
Seis camadas: toros maciços de pinho nórdico (estrutura e acabamento interior), membrana interna, prumos com 100 mm de isolamento, membrana externa, caixa de ar ventilada de 30 a 40 mm e forro exterior em pinho. É uma parede dupla, com a estrutura do lado quente. Veja a demonstração passo a passo.
Posso ter uma garagem com portão elétrico numa construção em madeira?
Sim. Nesta obra a garagem em toros maciços recebeu um portão seccionado elétrico convencional, com guias em aço galvanizado, molas de torção e motor com comando. A estrutura de madeira suporta o sistema sem adaptações especiais.
As fendas que aparecem na madeira são um defeito?
Não. As fendas de secagem são naturais na madeira maciça e não afetam a estrutura. Não devem ser preenchidas com materiais rígidos. Se alguma peça exposta precisar de atenção, a equipa de pós-venda avalia pelas fotografias e aplica um vedante elástico adequado.
Que apoio tenho depois de a casa estar entregue?
Garantia contratual por escrito, orientação de manutenção programada e assistência técnica à distância ou com visita ao local, através do formulário de pós-venda. Situações cobertas pela garantia não têm custo; manutenção corrente e melhorias são orçamentadas antes de qualquer intervenção.
A próxima obra que fotografamos pode ser a sua.
Com mais de 15 anos de experiência e mais de 800 casas construídas em Portugal, a MF Casas de Madeira acompanha-o do projeto à entrega das chaves — e continua ao seu lado depois. Fale connosco: 926 467 227 (sede, Terrugem – Sintra) · 928 275 150 (Alegro Sintra) · info@mfcasasdemadeira.pt. Horário: terça a sábado, 10h–13h e 14h30–18h.